segunda-feira, 15 de novembro de 2010

O Encontro do Desencontro

Olhares, cuidado fugidio
Te admirando calada.
Minha vontade de te beijar ainda palpita
Mas não posso,
Não sei se sou correspondida.
Os olhares Sim,
As palavras e as ações Não.
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A vontade e a impulsividade me levaram até você.
Fomos bebidos e nos embebemos de desejo, de olhares e palavras não ditas.
A precipitação tomou conta.
E de você veio o silêncio de quem tem muito a dizer
Mas o não dito ecoou como refrão atordoante no abismo que se abriu entre nós.
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O tempo prossegue sempre...
Os olhares ainda distantes são vistos
Repletos de vacilação, indiferença e ciúmes.
O tempo não dá trégua
Ele continua a transcorrer sem pestanejar.
Os olhares se mantiveram atentos aos passos um do outro,
Mas sem serem vistos.
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As circunstâncias do tempo e da vida nos reencontra
O meu olhar
Tentei conter,
Mas sou ariana
Sou paixão impulsiva
Tão perto de ti
Te conhecendo um pouco mais
Os pensamentos já não me pertencem mais
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Você se aproximou
Entregue ao movimento do mar de olhares, beijos...
Frases que escapam
Como ondas que banham o corpo e a alma.
Pernas se enroscam
As mãos se encontram e deslizam
Nos apertamos na ânsia em tragar um ao outro para nunca mais soltar.
Nossas bocas já não sabem o que fazem
Se beijam, se mordem ou se sugam o desejo e suor que se destila em nossos corpos.
Olhares de êxtase
Corpos entregues a sofreguidão de satisfazer o gozo.
Nos despedimos como se fôssemos eternos namorados
Os dias e-mail passam
O receio de intensa entrega
Se encontra com o desencontro

Gisele Lima 25/07/2010

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